Era uma manhã comum de 2025 quando decidi transformar um apa...
Era uma manhã comum de 2025 quando decidi transformar um apartamento no bairro República, bem no coração de São Paulo, em uma...
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Há algum tempo, nossa Community Manager, a colega @Bella , fez esta pergunta: "Qual foi o momento que mais te deu orgulho como anfitrião?"
Eu respondi contando um pouco esse meu momento e, junto com boas palavras, novamente a Bella fez uma pergunta:
"Fiquei curiosa, você tem experiência prévia com hospitalidade, antes de se tornar anfitriã no Airbnb?"
Então, o texto de hoje foi formulado pensando em responder à nobre colega e, também, compartilhar um pouco da minha visão e começo propondo que uma forma eficaz de equilibrar renda, talentos e propósito pode ser organizar a atuação profissional em três pilares distintos: renda principal, complementação de renda e propósito/vocação.
Nem sempre esses pilares caminham de forma totalmente separada ou alinhada, mas a divisão permite enxergar novas oportunidades de ganho, explorar habilidades e alinhar atividades ao propósito pessoal, sem depender de uma única fonte de renda ou de um único segmento de atuação.
O pilar da renda principal concentra-se em ganhos mais expressivos, capazes de estruturar a vida de forma sólida. Ele sustenta o básico e permite realizar investimentos estratégicos: adquirir terrenos, construir ou financiar imóveis, pagar estudos de longa duração, criar filhos e manter despesas do dia a dia. Também oferece recursos para cumprir obrigações fiscais e investir em atividades que estruturam uma vida com segurança e dignidade. Em resumo, a renda principal dá estabilidade e alicerce para a vida pessoal e profissional.
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O pilar da complementação de renda representa o “extra” que vai além do básico. Ele possibilita lazeres mais elaborados, viagens, hobbies e experiências que enriquecem a vida cotidiana. Além disso, permite investir na segurança financeira futura, garantindo recursos para a aposentadoria ou para momentos de maior necessidade em fases mais avançadas da vida. Esse pilar oferece flexibilidade, conforto e liberdade para explorar interesses adicionais.
O pilar do propósito concentra-se em atividades que alinham vocação, talentos e satisfação pessoal. Embora a remuneração não seja o foco principal, essas atividades são fundamentais para manter motivação, desenvolver habilidades e exercer a própria missão profissional. É um espaço para integrar intuição, técnica e especialização, oferecendo experiências diferenciadas mesmo que de forma esporádica. O propósito garante realização pessoal e alinhamento com valores e paixões, complementando os outros dois pilares.
Esses três pilares se interligam, com cada um contribuindo de maneira diferente para estabilidade financeira, satisfação pessoal e realização profissional. A divisão permite flexibilidade e equilíbrio, tornando possível atuar simultaneamente em diferentes áreas, sem perder foco nem comprometimento com objetivos de longo prazo. Nem todos precisarão ou utilizarão esses pilares. Há gente que consegue, de uma única fonte de renda, extrair todos os conceitos aqui propostos, enquanto outros criam combinações distintas destas. No entanto, utilizarei essas três para costurar esse texto e responder à nobre colega.
MODISMOS DO MERCADO OU TENDÊNCIAS - eles são cíclicos, vão e vem, inclusive turismo e hospedagem!
Então, agora eu continuo este texto falando sobre o perigo dos modismos e tendências. Isso, porque os modismos do mercado, bem como suas tendências, vão e vêm ciclicamente. Especializar-se em um único segmento só porque ele está dando mais retorno financeiro, esquecendo de outras áreas onde temos talentos e aptidões, pode ser uma armadilha.
A psicologia, por exemplo, passou por essa mudança. Venho de uma época em que os psicanalistas exigiam três sessões semanais de seus clientes que chegavam a pagar férias e 13º salário a eles. Muitos enriqueceram. Naquele tempo, a psicologia era elitizada, cara e uma profissão cobiçada. Alguns de meus colegas escolheram essa atividade de trabalho focados nos rendimentos e, ao longo do tempo, foram migrando para áreas onde encontraram mais sentido de propósito e oportunidade de atuar com talentos genuínos. Quando eu cursei a psicologia, entretanto, atendia a um chamado, à minha vocação para estudar o ser humano. E, dentro da psicologia, conheci Jung e me apaixonei pelos oráculos, especialmente pela simbologia astrológica.
Hoje, a psicologia continua sendo mais necessária do que nunca. No entanto, surgiram muitas outras correntes de atendimento psicológico, que não se restringem apenas a um tipo de profissional. Psiquiatras deixaram de ser exclusivamente prescritores e passaram a atender com TCC, psicanálise lacaniana e freudiana. Muitos profissionais de diferentes áreas estudaram terapias orientais e se tornaram terapeutas. Felizmente, há muito mais profissionais de saúde mental no mercado do que antes. Isso, no entanto, achatou os valores de sessão e de hora de uma maneira geral, tornando muito desafiador, com raras exceções, ganhar dinheiro robusto que permita adquirir um bom imóvel, carro ou criar filhos, como antes.
Nessa mesma época, inclusive, os imóveis eram mais acessíveis. Meu flat, por exemplo, foi construído há 30 anos, numa época em que só havia mato na região e estradas para regiões turísticas, e era considerado “isolado”. Hoje, ele se tornou um imóvel de luxo e bem localizado, exatamente porque está perto das estradas que levam a regiões turísticas. Naquele tempo, flats eram alugados para moradores, quase não se viajava, as passagens aéreas eram caríssimas e voar ou viajar de navio era um luxo. Não havia internet e a informação sobre lugares e experiências era muito restrita.
Hoje, tudo mudou. Os setores de turismo profissional, médico e de lazer estão em alta. Os millennials, por exemplo, aqueceram bastante esse mercado nos últimos anos, com seu desejo genuíno e legítimo de viajar e conhecer o mundo hospedando-se em locais acessíveis – as casas dos próprios anfitriões. Felizmente!
Um equívoco frequente que vejo é as pessoas se “especializarem” nos modismos e não naquilo que realmente sabem fazer, como ocorreu nos idos dos anos 70 e 80 com a psicologia. E me volto para a arte de receber pessoas e de hospedar. Na minha cidade, nos últimos 24 meses, houve um boom de construção de flats. São prédios com 25 a 30 andares, 5 ou 6 torres conjuntas com área de lazer e vários serviços. Essa mudança atende a algumas transformações que vêm ocorrendo desde que as hospedagens ficaram em alta: primeiro, os condomínios e prédios residenciais baniram aplicativos de hospedagens e mudaram regras, o que gerou, como resposta, o crescimento da construção de flats. Segundo, o amadorismo e posturas iniciantes já não cabem mais. O mercado de hospedagem amadureceu, assim como os próprios hóspedes, que não aceitam mais se hospedar de maneira improvisada. Os próprios aplicativos também se aperfeiçoam, oferecendo novas atualizações a seus usuários – tanto anunciantes quanto hóspedes.
Entre outubro do ano passado e janeiro deste ano, ao verificar os valores de aluguel residencial, observei uma alta exorbitante, com o valor mensal de um quarto de empregada na zona sul sendo igual ao de um apartamento inteiro de 2 quartos em um bairro de classe média. Neste mês, verificando novamente os valores, já percebo uma enorme quantidade de quartos vazios, especialmente os de empregadas, e os valores de aluguel dos mesmos lugares que pesquisei estão 25% mais baixos que antes, porém, os flats estão em alta por aqui – milhares deles!
O que quero enfatizar é que o mercado sempre se ajusta: onde antes se ganhava muito agora se ganha menos em prol de outras oportunidades em lugares e atividades diferentes. E me voltando novamente à pergunta da colega Bella, embora alguns dos meus talentos certamente possam servir a um segmento em alta, isso não significa que eu deva me esquecer de dedicar tempo e estudos a outros segmentos em baixa, mas que se alinham com meu propósito.
AMAR O TRABALHO X AMAR FAZÊ-LO BEM-FEITO - um foco que faz diferença
Por fim, quero retomar a pergunta da nobre colega Bela feita à mim e refletir sobre algo que considero essencial para qualquer anfitrião: a diferença entre amar o trabalho e amar fazê-lo bem-feito. Amar o trabalho pode se tornar uma armadilha, nos prendendo a ele a ponto de não termos espaços de descanso ou conexão com a vida pessoal. Alguns blogueiros são exemplo, trabalhando por onde forem, buscando clientes e público a qualquer hora, sem pausa.
Para mim, amar as pessoas — meus familiares, filhos, pets, plantas e parceiro — é algo que se estende ao longo de todo o dia, sempre. Já meus trabalhos, incluindo a hospitalidade, eu amo fazê-los bem. Esse cuidado e atenção no que faço, sem me perder de mim mesma, garante que minha paixão pelo que faço se mantenha saudável e sustentável.
Respondendo diretamente à pergunta da nobre colega, sobre minha experiência prévia com hospitalidade ("Fiquei curiosa, você tem experiência prévia com hospitalidade, antes de se tornar anfitriã no Airbnb?" ) : antes do Airbnb, eu não tinha uma experiência formal. No entanto, o que a plataforma me proporcionou foi a oportunidade de colocar em prática meus talentos natos. O Airbnb, para mim, funcionou muito mais do que um aplicativo; ele se tornou um meio para que eu possa exercer uma vocação. E o App é versátil, pois pode ser tanto uma fonte de renda principal quanto um complemento ou um espaço para manifestar o propósito de vida de cada anfitrião, sem a necessidade de uma experiência formal anterior. O que importa, acredito fortemente, é a disposição de fazê-lo bem, observar, aprender e crescer – sempre.
Se você, leitor, quiser visitar a postagem da colega Bella, o link é este: https://community.withairbnb.com/t5/Caf%C3%A9-com-a-comunidade/Qual-foi-o-momento-que-mais-te-deu-or...
Também por lá, você encontrará não só a minha resposta, como a de outros colegas anfitriões.
Gratidão pela oportunidade em partilhar.
Boas escolhas para você,
Layla D.
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Créditos das fotos:
Foto 1: foto de Pixabay
Foto 2: Foto de Bogdan Krupin
Foto 3: Foto de Matheus Bertelli
Oi @LucianaLayla0, super interessante como você apresentou esses três pilares. Me fez pensar em como, muitas vezes, o que sustenta qualquer atividade não é a renda em si ou mesmo nossa paixão, mas o quanto conseguimos equilibrar esses elementos ao longo do tempo.
Estou estudando Psicologia e até hoje ela continua se reinventando, acompanhando as mudanças culturais, sociais e tecnológicas. E agora com a internet, percebemos como tudo muda rápido - o que funciona hoje pode não servir amanhã, e precisamos estar sempre adaptando e tentando estar um passo à frente. Acho importante ter amor pelo processo de estar sempre aprendendo.
Fico muito feliz em saber que o Airbnb te proporcionou essa oportunidade de colocar em práticas seus talentos naturais. ❤️
Sempre achei que amar o que fazemos fosse suficiente para que os outros percebessem e valorizassem isso, mas você me fez perceber que, na verdade, as pessoas nem sempre notam o quanto você ama o que faz, mas sim como você as faz sentir, porque coloca o foco na experiência do outro e não só no nosso sentimento.
Adoraria convidar os colegas @Jilmar0, @Denise583, @Beatriz98, @Regina1105, @Christian3161, @Mercedes130, @Carlos-Alberto64, @Maysa19, @Fabricio50, @Eliane362 e @Gui3578 à essa reflexão e a compartilharem seus pensamentos também. 😊
Abraços!
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Olá Bella
A cada avaliação positiva, percebemos como é importante toda a dedicação que colocamos em cada detalhe.
Quando o hóspede diz que se sentiu em casa, que o espaço é aconchegante, sinto que a minha missão foi cumprida.
Chegar de viagem e encontrar água mineral na geladeira, pó de café disponível, balas para adoçar a chegada encantam o hóspede e faz com que ele queira voltar.
Sinto-me recompensada por receber pessoas como as receberia aqui em casa.
Abraços,
Maysa
Boa tarde,
Agradeço por disponibilizar mais este material onde cada um pode dividir suas ideias e experiências para que cada um crie seu próprio CASE de sucesso, pois não há uma única "receita de bolo".
Participando aqui na Central da Comunidades, fóruns e Clube de Anfitriões, vejo o quanto eu aprendo e procuro sempre oferecer uma excelente hospedagem.
2025 tem sido um ano desafiador para o mercado de hospedagens, seja pela popularização do Airbnb que aumentou significativamente as opções de hospedagens em uma determinada região, seja pela instabilidade climática que tem impactado no volume de reservas para datas mais distantes.
A máxima da frase "A primeira impressão é a que fica", para alguns, chegar no Airbnb reservado e encontrar um bilhete de boas-vindas, como uma cápsula de café, um biscoito, faz toda a diferença.
Particularmente adoro cerveja gelada, mas oferecer uma "gelada" a um hóspede que está abstinente (parou de beber recentemente), pode ser um convite para uma recaída.
Hoje tenho muito receio ao pensar em disponibilizar algo a uma pessoa intolerante ao glútem, à lactose e tantas outras intolerâncias.
Procuro pensar sempre fora da caixinha e ao trocar experiencias com tantos outros anfitriões, tento recriar minha receita de bolo, com novos ingredientes...rsrs
Ao longo desses 4 anos hospedando e viajando pelo Airbnb, hoje entendo que a satisfação de um hóspede vai muito além, como ao flexibilizar o check-in e/ou check-out, sem cobrança de taxa extra, cria uma experiência tão positiva, que fideliza o hospede para um posterior retorno e se estende para a indicação do nosso espaço para amigos e familiares.
Outra estratégia é disponibilizar além de dicas de passeios pagos e gratuitos dentro do circuito clichê, como passeios alternativos, menos conhecidos, que pode proporcionar experiencias únicas, principalmente para aqueles que evitam locais lotados, isso se estende para dicas de comércio, bares, restaurantes, sempre com a opção clichê, dentro dos mais procurados, não deixando faltar a opção mais alternativa, favorecendo a economia local da região e explorando o potencial de pequenos comerciantes.
Olá,
A cada avaliação do hospede nos guia cada dia mais para caminho certo. De receber muito bem os hospedes e com isso vem o reconhecimento, rentabilidade. Colocar o hospede no centro da atenção.